Já gostei da passar o dia todo fazendo contas. Há uns anos atrás, tinha bastante facilidade com os números, o que tem mudado de uns tempos pra cá. Talvez tudo se devesse mais ao meu esforço do que a uma habilidade propriamente dita.
Também adorava jogar, ser goleira principalmente. Lembro que era uma das únicas que não tinha medo de encarar a bola. Mas também percebi que minha capacidade de ser desastrada era muito maior que meu talento nato para qualquer esporte.
Quando paro e penso, percebo que em tudo o que faço, sempre fico na média. Não que isso seja uma coisa ruim, mas não é o suficiente, não pra mim. E como se sentisse que não estou no lugar certo, de passagem por tudo até então.
Eu estou longe de querer isso. Gostaria que houvesse um lugar nesse mundo, no qual eu pudesse me sobressair. Que eu pudesse dizer que é um lugar só meu. Algo que me completasse, sem eu precisar provar nada, sendo apenas eu mesma. Que eu pudesse sentir aconchego, e, principalmente, paz. Isso não quer dizer não enfrentar nenhuma dificuldade no caminho, mas ter algo que me desse forças pra encarar qualquer coisa.
sábado, 6 de agosto de 2011
mundo dentro de si
Sempre ouvi falar que somos todos iguais. Concordo. As noções de biologia e o fato de ver um semelhante em mim não me deixam mentir.
Sempre ouvi falar que somos todos diferentes. Duplico. Se fosse ao contrário, não haveria conflitos, desigualdades e injustiças ao longo da história.
Apesar de contraditória, acho essa a parte mais abstrata e intrigante de nossa existência.
Indo além, creio que o eixo principal de tudo reside no fato de cada um possuir o mundo dentro de si. Isso mesmo, cada um carrega em seu interior uma gama de sentimentos e isso independe da parte do globo se está. Não importa a classe social ou aparência, qualquer um sentiu ou sentirá medo, raiva, amor ou compaixão alguma vez.
Ao meu ver, é aí que reside a igualdade e, ao mesmo tempo, o ponto em que geram-se as diversidades.
Isso pois muito do que alguém se torna também advém do mundo que o cerca e das escolhas feitas. É aí que se forma uma combinação, tão complexa e espetacular que é quase sempre indecifrável. Há quem demore um grande período para conhecer a fundo os que o cercam e existem os que se preocupam antes em saber mais sobre si, o tão pregado auto-conhecimento.
Reportando-me para a situação do mundo, vejo muitas coisas ruins. Vislumbro um desenvolvimento tecnológico intrigante, mas nada sustentável. Vejo um sistema que gerou conforto e luxo muitos para poucos e criou um espantoso contingente de pessoas vivendo em condições desumanas. Vejo os indivíduos vivendo mais próximos fisicamente, todavia com laços cada vez mais superficiais.
E, infelizmente, assisto que esse contexto está superando nosso lado nobre. Estamos ficando empedrecidos perto das desigualdades, estáticos diante do vazio dos olhares e indiferentes a falta de amor ao próximo. É claro que há muitas iniciativas veneráveis, mas parece difícil essas fazerem frente ao sistema.
Eu não me conformo. É como se apenas ver nossos princípios perderem-se e concordar com isso. Da minha parte, consigo sentir essa cultura do vazio que criou-se, porque, bem ou mal, sou do mundo e isso está aqui em mim. Tenho certeza que todos sentem isso, mesmo que os valores tenham se invertido e tente-se negar as origens.
Por mais que esse lado venha sido abafado, é aí que deposito minhas esperanças. Afinal de contas, aprender com os erros também é uma faculdade que todo o homem possui.
Sempre ouvi falar que somos todos diferentes. Duplico. Se fosse ao contrário, não haveria conflitos, desigualdades e injustiças ao longo da história.
Apesar de contraditória, acho essa a parte mais abstrata e intrigante de nossa existência.
Indo além, creio que o eixo principal de tudo reside no fato de cada um possuir o mundo dentro de si. Isso mesmo, cada um carrega em seu interior uma gama de sentimentos e isso independe da parte do globo se está. Não importa a classe social ou aparência, qualquer um sentiu ou sentirá medo, raiva, amor ou compaixão alguma vez.
Ao meu ver, é aí que reside a igualdade e, ao mesmo tempo, o ponto em que geram-se as diversidades.
Isso pois muito do que alguém se torna também advém do mundo que o cerca e das escolhas feitas. É aí que se forma uma combinação, tão complexa e espetacular que é quase sempre indecifrável. Há quem demore um grande período para conhecer a fundo os que o cercam e existem os que se preocupam antes em saber mais sobre si, o tão pregado auto-conhecimento.
Reportando-me para a situação do mundo, vejo muitas coisas ruins. Vislumbro um desenvolvimento tecnológico intrigante, mas nada sustentável. Vejo um sistema que gerou conforto e luxo muitos para poucos e criou um espantoso contingente de pessoas vivendo em condições desumanas. Vejo os indivíduos vivendo mais próximos fisicamente, todavia com laços cada vez mais superficiais.
E, infelizmente, assisto que esse contexto está superando nosso lado nobre. Estamos ficando empedrecidos perto das desigualdades, estáticos diante do vazio dos olhares e indiferentes a falta de amor ao próximo. É claro que há muitas iniciativas veneráveis, mas parece difícil essas fazerem frente ao sistema.
Eu não me conformo. É como se apenas ver nossos princípios perderem-se e concordar com isso. Da minha parte, consigo sentir essa cultura do vazio que criou-se, porque, bem ou mal, sou do mundo e isso está aqui em mim. Tenho certeza que todos sentem isso, mesmo que os valores tenham se invertido e tente-se negar as origens.
Por mais que esse lado venha sido abafado, é aí que deposito minhas esperanças. Afinal de contas, aprender com os erros também é uma faculdade que todo o homem possui.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Breakfast at Tiffany's
Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
sábado, 25 de dezembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
imprevisível
Sabe aquele tipo de pessoa que tudo o que você queria era poder ler os pensamentos? Nunca desejei tanto isso como hoje.
Pra falar a verdade, foi a primeira vez que fiquei com tal vontade.
Pra falar a verdade, foi a primeira vez que fiquei com tal vontade.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Soneto 96
De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
William Shakespeare
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
William Shakespeare
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